Hoje é quarta-feira, dia 25 de março de 2009, e eu estou em Belém.
Domingo foi dia 22 de março de 2009, e eu estava em São Paulo vendo a banda da minha vida: Radiohead.
Foram alguns dias de breves cansaços e ansiedade intermináveis pela longa e tortuosa rodovia BR, com mais 53 pessoas que, se sentiam ou não o mesmo que eu, mas estavam com aos mesmos objetivos.
Ver o Radiohead ao vivo e a cores, de carne e osso, foi muito surreal pra mim, e por alguns minutos eu tive um pequeno curto emocional, a única coisa que eu conseguia pensar era "I'm not here, this is not happening". Foram 2 horas e 25 minutos de um deslumbre nunca antes desfrutado por mim, e o principal: 145 minutos vendo meus 8 anos de adolescência correndo sobre o palco, sussurrando versos que, apesar de não saber muito bem o que significavam, representavam um sonho de viver em um constante sonho, num plano distante, numa válvula de escape, num lugar onde eu sei que só meu subconsciente pode materializar. Sim, esta banda consegue fazer isso comigo, e agora que eu estou aqui em meu quarto digitando estas tristes palavras, sinto que algo foi levado de mim naquela noite: Todo o sentimento inocente e sonhador, o amor mais puro enquanto amor, a idolatria não pensada, a concentração de emoções fortes, desilusões, dificuldades, a felicidade temporária de minha mocidade, o meu eu não materializado,
ou materializado nas vibrações mais pessoais e inimagináveis que um ser pode sentir. Sim, naquela noite eu demonstrei tudo isso através de gritos desesperados, choros altos, mãos abertas como as de um devoto idolatrando seu santo. Isso tudo foi por eles, mas não pelo conjunto material, e sim pelo sentimento que nunca fui capaz de sentir, sentimento esse que costumo chamar de sinceridade.
E eles merecem.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário